O Sal e a Natureza

 

A alimentação da matéria-prima desta salina vem directamente do Oceano Atlântico constituída por água do mar, com entrada através do parque Natural da Ria Formosa até ao primeiro compartimento, conhecido por viveiro de águas frias, onde se faz, em cada ciclo de marés vivas, reserva para 15 dias. Na armazenagem de água mantêm-se um tipo de vida igual à existente nos oceanos. Na área de evaporação e concentração de águas, assiste-se a uma alteração sucessiva dos tipos de vida marinha, consoante o grau de salinidade dos diversos compartimentos, havendo diferenças no tipo de algas e de seres vivos que vão diminuindo até à entrada dos cristalizadores. Em ambas as áreas, existem uma grande variedade de aves, desde as que caçam a mergulho até às que sugam do solo os microorganismos e plantas que são a sua alimentação. A partir dos últimos viveiros, quando as salmouras já atingiram uma concentração superior a 120g/L (12ºB) inicia-se uma coloração rosácea proveniente de diversas algas em colónias (tipo tapete), onde começa a dominar também a donaliela salina, é uma micro-alga que vive em suspensão e da qual se alimenta a artemia salina e esta é um micro-crustáceo, sendo ambas, os últimos seres vivos sobreviventes neste tipo de actividade. A Donaliela salina, abundante nesta salina, dá-lhe a cor rosácea definitiva, dentro dos cristalizadores, e o cheiro a violetas característico do “betacaroten”, que este produto assimila.

 

 

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